De um curso intitulado Aprendendo a Aprender correlacionei a metodologia aplicada a aquisição de conhecimento com a construção da Fé:
A edificação do conhecimento, para ser eficiente, duradoura e sem procrastinação (adiamento), deve ser realizada: de forma contínua, em pequenas dosagens, alterando entre períodos de concentração (focado) e de relaxamento (difuso), com revisões periódicas, buscando sempre que possível exercitar o conhecimento adquirido em discussões em grupo de amigos, onde um critica construtivamente o outro.
A edificação da Fé para ser verdadeira, que promova a Salvação e sem faltas (pecados e esquecimento), deve ser realizada: continuamente (regozijar-se sempre, orar sem cessar, glorificar e exaltar à Deus em tudo e dar Graças em todas as situações), ler as escrituras atentamente (sem distrações) e buscado revelação nas obras de Deus (contemplação), recorrer à Bíblia e ao Espírito Santo todos os dias, e praticar de forma obediente todos os ensinamentos tanto em pensamentos, atos e palavras através da evangelização, quando, com a orientação de Deus, iremos repreender irmãos, trazer luz à escuridão que alguns podem estar passando e levando salvação a quem desejar.
As similaridades existem e como de tudo devemos reter o que é bom, achei válido esse pensamento que se segue ...
De uma estória contada em sala de aula:
Um professor questiona a turma sobre uma situação problema sequenciada:
Pede a turma que observem um vaso sobre a mesa, e questiona se o mesmo estava cheio ou não!
Alguns respondem que sim, cheio de ar!
Ele responde que estão incorretos e despeja pedregulhos dentro até a borda e mais uma vez pergunta.
A resposta de poucos é que agora estava cheia de pedras!
Ao que ele coloca pedras menores e sacode até preencher os espaços vazios e questiona novamente.
Apenas um diz que está cheio!
Desta vez ele acrescenta areia até encher completamente o vaso, outra vez pergunta!
Ninguém mais se atreve a responder ...
Então ele derrama lentamente água no vaso até transbordar, e mais uma vez pergunta à turma.
Todos respondem uníssono que sim, estava completamente cheio!
E o professor acena e pergunta então qual era a moral da história ...
Alguns dizem, que por mais que se ache que o vaso está cheio, há sempre alguma forma de colocar mais alguma coisa dentro.
Porém o professor contesta e diz que a resposta certa está na sequencia, de que se tentassem colocar de outra forma não seria possível colocar alguns dos itens.
Esta estória é contada para que as crianças e adolescentes compreendam que para se tornarem adultos/cidadãos plenos é necessário um crescimento físico, psicológico, espiritual e social gradativo e completo, uma fundação adequada para depois continuar a edificação dos indivíduos ... as premissas mostram então suas importâncias para que a estrutura construída seja forte, duradoura e completa, como feixes de bambus amarrados uns aos outros, podendo resistir a todas as intemperes ...
Mas há algo que ficou perdido nesse contexto ... a necessidade de se retirar o ar que antes estava no vaso! O processo é natural, acontece sem que seja percebido, mas é necessário fazer esse "sacrifício".
Desta forma observei-me e compreendi que é ESTRITAMENTE necessário me esvaziar do "ar" antigo que ocupava o meu, que foi inserido "naturalmente" ao longo da minha existência, que eu tolamente permiti que entrasse sem consciência, coerência, criticidade ... o problema maior é que esse "ar" tinha contaminantes, venenos que estavam se arraigando dentro de mim e me destruindo ... Assim, para poder construir corretamente o ser que deverá ser agradável à Deus, devo vigiar o que vai fazer parte de mim, tomar consciência e buscar me edificar na Fé de forma correta às primícias de Deus!